DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Ministro da Justiça diz que falta de verba afeta segurança

Em almoço com a bancada do PMDB no Senado, Torquato Jardim teria apresentado proposta de criar uma Força Nacional de Segurança permanente de cerca de 25 mil homens para atender os Estados

Thiago Faria e Julia Lindner, O Estado de S. Paulo

23 Agosto 2017 | 17h54

BRASÍLIA - Em almoço com a bancada do PMDB no Senado nesta quarta-feira, 23, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que a falta de recursos tem afetado um investimento maior na área de segurança no País, segundo relataram senadores que participaram do encontro. Na reunião, o ministro expôs as medidas que a pasta têm adotado para contar a violência no País.

"O problema da segurança está afetando a vida cotidiana do País e começa a afetar também, de forma muito forte, a estrutura econômica. Nossos produtos estão sendo afetados no mercado internacional por conta do custo da segurança de transporte, armazenamento, proteção da planta da fábrica e distribuição", afirmou o líder do PMDB no Senado, Raimundo Lira (PB), ao final do encontro. 

Segundo ele, o ministro ainda não tem pronto o Plano Nacional de Segurança, que começou a ser elaborado ainda na gestão de Alexandre de Moraes. "O Secretário Nacional de Segurança ainda está rascunhando o projeto e deve ser apresentado em uma nova reunião com a bancada", afirmou Lira. 

Força Nacional. Uma das ideias apresentadas pelo ministro, de acordo com Lira, é criar uma Força Nacional de Segurança permanente de cerca de 25 mil homens para atender os Estados. O contingente, porém, criaria uma nova despesa em um momento em que o governo se vê com dificuldades para conter o aumento do rombo no Orçamento.

Segundo o líder do PMDB, uma das reclamações do ministro foi a quantidade de programas de refinanciamentos, os Refis, que, segundo ele, acabam por reduzir a arrecadação do governo. "Muitas empresas, bons pagadores, estão deixando de pagar os impostos prevendo renegociá-las em seguida", disse.

Outro assunto abordado pelo ministro no almoço, segundo os participantes, foi a necessidade de uma coordenação única para a questão da segurança, unindo os esforços da Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar. "Eu coloquei que não adianta fazer a segurança nas fronteiras, mas esquecer a do litoral", disse o senador Waldemir Moka (PMDB-MS). "O esforço que está sendo feito é grande, mas passamos por uma crise econômica que limita a construção de presídios e toda a infraestrutura que precisamos para a questão da segurança", disse Moka.

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