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Ministro da Justiça repudia assassinato de índio no RS

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse que é de "extrema gravidade" a morte do índio caingange Leopoldo Crespo, assassinado nesta quarta-feira a chutes e pedradas por três jovens em Miraguaí (RS).?Estou profundamente chocado e perplexo com a notícia que li pelos jornais?, afirmou o ministro, que logo na manhã desta quinta-feira divulgou uma nota de repúdio ao crime, o segundo perpetrado contra um índio, e com a participação de jovens de classe média. O primeiro ocorreu em Brasília, contra o pataxó Galdino Jesus do Santos, em abril de 1997. Thomaz Bastos pediu serenidade aos índios caingangues do Rio Grande do Sul ao transmitir sua solidariedade à família de Crespo, de 77 anos. ?O País não pode aceitar a impunidade nem a falta de segurança e respeito aos direitos humanos e às minorias?, disse o ministro da Justiça, que cobrou a punição aos criminosos, que estariam soltos, já que não foram presos em flagrante.?Espero que este caso seja apurado pela polícia e os responsáveis punidos pela Justiça, respeitados os princípios indeclináveis de presunção de inocência e do direito de defesa.?O ministro disse lamentar que jovens estejam envolvidos neste tipo de crime, semelhante ao de Galdino, cujos culpados foram condenados, mas no próximo ano já poderão cumprir a pena em liberdade.?É lamentável que um episódio como este ocorra no País, em que jovens, e até mesmo um menor de idade, se tenham envolvido em um crime de tal gravidade, que resultou na morte de um índio, uma pessoa idosa, de 77 anos, aparentemente assassinada a chutes e pedradas?, ressaltou Thomaz Bastos.

Agencia Estado,

09 de janeiro de 2003 | 19h27

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