Constança Rezende/Estadão
Constança Rezende/Estadão

Ministro defende continuidade de intervenção no Rio

General Joaquim Silva e Luna disse que a redução da criminalidade será consequência da intervenção; no período, tiroteios aumentaram

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 14h45

RIO - O ministro da Defesa, o general de Exército Joaquim Silva e Luna, defendeu a continuidade da intervenção no Rio, num momento em que o projeto tem sofrido críticas por não ter reduzido índices de violência. Em uma feira de equipamentos de segurança, na zona Portuária do Rio, no início da tarde desta quarta-feira, 27, o ministro disse que a redução dos índices será uma "consequência" do projeto.

Durante o evento, manifestantes chegaram a fazer um protesto, na entrada da feira, contra a morte de Marcos Vinícius da Silva, de 14 anos, baleado a caminho da escola, no complexo de favelas da Maré, durante uma operação policial. O grupo desenhou mãos de tinta vermelha no chão e escreveu "Estado do RJ". No local, também estava presente o secretário de Segurança do Rio, Richard Nunes, que não falou com a imprensa. 

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Já o ministro da Defesa disse que "ao invés de ficar fazendo medidas midiáticas e pirotécnicas", a intervenção pretende deixar uma polícia "estruturada, motivada e em condições de prestar serviços" e entregar resultados.  "Essa é uma preocupação do interventor e de quem participa disso. A redução dos índices de criminalidade será consequência dessa intervenção", afirmou. "É preciso que se entregue o planejamento que está sendo feito a um ponto de não retorno. A partir daquele ponto, ele tem que prosseguir", disse.

Segundo dados divulgados em maio pelo serviço Fogo Cruzado, a  intervenção federal na segurança do Rio não reduziu o número de tiroteios/disparos de armas de fogo na região metropolitana do Rio. 

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De acordo com os números, houve 2309 tiroteios ou disparos de arma de fogo na Região Metropolitana nos três meses após a intervenção. No mesmo período do ano passado - 16/02 a 15/05 de 2017 -, foram 1239 notificações. Houve, portanto, um aumento de 86% nos registros de tiroteios/disparos.

 

 

 

 

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