Ministro defende nomeações de filiados ao PDT

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou ontem que seu ministério não tem "apenas 10", mas muitos mais militantes de seu partido, o PDT, nomeados para cargos de confiança. Em Paris, para participar da reunião de ministros do Trabalho do G-20, Lupi voltou a se defender das suspeitas de aparelhamento.

ANDREI NETTO, CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2011 | 03h07

Dizendo-se "ministro da confiança" da presidente Dilma Rousseff, Lupi disse que não tem apenas 10 militantes do PDT na cúpula do ministério. "O Ministério do Trabalho tem 600 cargos de confiança. Eu tenho muito mais do que 10. Não tenho só 10, não. Está errado. Podem aumentar", afirmou.

Questionado sobre quantos são, disse não saber responder. "Não sei, mas é mais do que 10." Segundo Lupi, sua gestão sofre uma tentativa de "criminalização da política". "Ninguém pode ser criminalizado por ser filiado a um partido político", argumentou. "A ditadura é que era contra os partidos."

Indagado se as nomeações não configuravam o aparelhamento do ministério, ele respondeu referindo-se a outros ministérios e governos. "Como é com os ministérios do PMDB? Como é com as secretarias do governo do PSDB em São Paulo? Claro que é igual. É igual na Europa, em qualquer parte do mundo."

O ministro disse ainda não conhecer o conteúdo da reportagem do Estado sobre os repasses de R$ 11 milhões às centrais sindicais - mesmo as impedidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de receber os recursos - e considerou a discussão sobre os repasses aos sindicatos como "pequena".

"Antes os convênios eram feitos pelo Estado de São Paulo. Como acabou o convênio, agora fazemos direto", justificou. "É uma discussão tão pequena, mas tão pequena... O que eu quero saber é dos resultados do ministério."

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