Ministro descarta crise por recusa em assinar tratado

Ministro descarta crise por recusa em assinar tratado

O Brasil pode enfrentar problemas de concorrência ao disputar o mercado mundial de urânio enriquecido. Mas seu programa nuclear não se tornará vulnerável em função da resistência do País em assinar o protocolo adicional do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). A opinião é do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.

, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2010 | 00h00

"Se quiserem suspeitar, podem suspeitar", diz, referindo-se ao programa nuclear do País. "O Brasil não se deixa intimidar."

Segundo ele, assinar o protocolo adicional, que permitiria inspeções mais detalhadas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nas plantas nucleares do País, seria "extremamente grave, do ponto de vista da soberania nacional". A pressão para que o Brasil firme o compromisso, porém, recomeçou durante a visita do diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, na semana passada, e deverá se acentuar após a conferência do TNP, em maio. "Não é do nosso interesse", diz o ministro da SAE.

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