Ministro descarta "desestabilização institucional" no RJ

O ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, disse que a onda de atentados que atingiu a cidade do Rio de Janeiro, concomitantemente a uma tentativa de fuga do presídio de Bangu 3, nesta madrugada, não representa uma crise institucional. "Não se pode, a toda tentativa de fuga, imaginar uma desestabilização institucional. Não vai acontecer e o governo federal não irá permitir", garantiu Ribeiro, que colocou o Ministério da Justiça à disposição do Rio, caso o Estado necessite de ajuda ou reforço na segurança pública. Mas manifestou certeza de que as autoridades estaduais conseguirão êxito na ação de repressão. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Nilson Naves, defendeu a convocação das Forças Armadas como medida para tentar conter a violência no Rio. Na opinião de Naves, os militares deveriam ser convocados apenas como uma "medida excepcional" para superar a atual situação de emergência. "Estamos vivendo uma situação excepcional, e, numa situação assim, só a convocação das Forças Armadas, porque há um Estado paralelo no Rio", argumentou.O presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu do ministro da Justiça relato sobre os episódios que começaram na noite de ontem no Rio de Janeiro, onde bandidos metralharam até a fachada do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado. Conforme o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, o presidente não conversou com a governadora Benedita da Silva. Mas recebeu da governadora uma carta de agradecimento pela cooperação do governo federal nos temas relativos à segurança pública.

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