Ministro diz não conhecer Fróes e pede ajuda da CGU

Em nota oficial, divulgada no site do Ministério da Agricultura, o ministro Wagner Rossi nega que seja amigo ou conhecido do lobista Júlio Fróes. "Repudio as informações constantes da reportagem que tratam de Julio Fróes, apresentado como meu amigo", diz ele. "Nunca participei de reunião com este senhor. Não desfruta de minha amizade e nem de minha confiança".

Célia Froufe e Eduardo Bresciani, O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2011 | 00h00

Rossi diz ainda que vai encaminhar à Controladoria-Geral da União (CGU) "pedido de investigação sobre os procedimentos relativos à contratação da Fundação São Paulo e da Gráfica Brasil pelo Ministério da Agricultura." Acrescenta que "o mesmo procedimento se dará em relação ao processo judicial da empresa Spam com a Companhia Nacional de Abastecimento". E termina afirmando: "Não fui, não sou e não serei conivente com qualquer tipo de desvio."

Em outra nota, também divulgada no site do ministério, o ex-secretário executivo Milton Ortolan (foto abaixo) se diz "injustiçado e ofendido" e garante que nada fez de errado. Ainda assim, afirma: "Informo que apresentei ao ministro meu pedido de demissão, em caráter irrevogável".

Sobre suas relações com Fróes, diz que o conheceu "no início do processo de contratação" (da Fundasp). "Chegou a mim como sendo representante da PUC-SP." Alega nada saber da "mencionada reunião realizada na Assessoria Parlamentar para distribuição de "propina". Não participei e nem compactuo com ilegalidades." A exemplo do ministro, Ortolan propõe também que "sejam feitas investigações em todos os níveis". E termina: "Provarei minha inocência."

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