Ministro diz que aeroportos podem ter mais R$ 2 bi no PAC

Paulo Bernardo prevê entrada de recursos numa provável abertura de capital da Infraero

Evandro Fadel, do Estadão

28 Julho 2007 | 12h56

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse na última sexta-feira, em Curitiba, que, na revisão a ser feita nos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em setembro, podem ser redimensionados os recursos destinados a investimentos no setor aeroportuário. Aos cerca de R$ 3 bilhões previstos até 2010 podem ser acrescidos mais R$ 2 bilhões, que sairiam de projetos que eventualmente não estejam andando no ritmo esperado. "Temos condições de reforçar o orçamento para os aeroportos", acentuou Bernardo.   Além disso, ele prevê que possam entrar recursos numa provável abertura de capital da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), além da possibilidade de atração da iniciativa privada na infra-estrutura de aeroportos por meio de parcerias e concessões. Mas a primeira atitude a se tomar, segundo ele, é a definição, de uma maneira coordenada, sobre o que precisa ser feito. "A partir daí, definir quanto precisa de recursos e como fazer para obtê-los", disse.   Como participante de um encontro do PT paranaense em preparação para o Congresso Nacional que vai se realizar entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro, Bernardo disse não acreditar que a crise aérea possa refletir de alguma forma no partido.   "O PT é um partido maduro, já administrou municípios, Estados e está no governo federal", salientou. "As dificuldades da conjuntura têm que servir de elemento para nossa reflexão e o partido tem responsabilidade também de apontar caminhos, apontar soluções", continuou. "A idéia do congresso é justamente tirar do PT a melhor contribuição para todas as dificuldades que estamos enfrentando neste momento."   Vaias a Lula   O ministro minimizou as hostilidades que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou no nordeste do País nos últimos dias, durante lançamento dos programas do PAC. "Em alguns desses eventos aparecem alguns servidores em greve, alguns militantes de partidos de oposição", disse.   "Mas, vamos ser sinceros, são 20 ou 30 gatos pingados que aparecem e que é uma coisa absolutamente normal, democrática."

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