Ministro diz que apoio de Maggi a Lula foi "reconhecimento"

Depois de fazer campanha em carro oficial do governo, o ministro da Agricultura, Luis Carlos Guedes Pinto, disse nesta quarta-feira, em São Paulo, que o apoio dado ao governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS,) à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um reconhecimento pela ajuda concedida pelo governo federal a todo o agronegócio brasileiro. "O apoio do governador é o reconhecimento que a política de ajuda foi a que melhor atendeu os interesses do setor para superar a crise que vivemos", disse Guedes Pinto, após abertura da quarta edição da BioFach.O ministro disse que, mesmo com a crise, a ajuda dada pelo governo Lula ao agronegócio é a maior da história brasileira. Ele lembrou que foram renegociadas dívidas do setor da ordem de R$ 20 bilhões, além de outros R$ 3 bilhões que foram utilizados para apoiar a comercialização da produção nacional. "Demos ajuda para 27 milhões de toneladas de grãos. Na história da agricultura isso nunca aconteceu", disse o ministro.Socorro agrárioOutra medida de socorro ao agronegócio brasileiro deve sair na próxima segunda-feira (30), quando será publicada a Medida Provisória trazendo o edital com as regras dos leilões de prêmio de opção privada para soja. O governo prometeu disponibilizar R$ 1 bilhão para apoiar a comercialização de 15 milhões a 18 milhões de toneladas de soja da safra 2006/07. "Durante 20 anos o governo não intervinha no mercado de soja, mas, com a crise, vamos ajudar na comercialização de uma parcela significativa da safra brasileira", disse o ministro. Quando questionado sobre a eficiência dos leilões, dado os resultados das últimas ofertas, Guedes Pinto disse que "também estamos aprendendo a operar essas novas ferramentas".Sobre a afirmação do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, de que a inflação poderia voltar com uma valorização dos alimentos, em especial o arroz, Guedes Pinto disse que considera difícil que isso aconteça. O ministro afirmou que na próxima semana o governo terá uma definição sobre os leilões dos estoques públicos de arroz e também de milho. No caso do trigo, em que os moinhos nacionais têm demonstrado preocupação com um possível desabastecimento, Guedes disse que a redução da Tarifa Externa Comum (TEC), que tornaria viável a importação do cereal de outros países, além da Argentina - tradicional fornecedor - está sendo analisada. "O trigo é um caso a parte, pois a produção nacional teve uma forte queda. Para as demais culturas a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) tem estoques que podem ser leiloados para garantir o abastecimento e os preços", disse.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2006 | 16h37

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