Werther Santana/AE
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Ministro diz que morador removido por obra da Copa terá vida digna

Em seminário, Orlando Silva disse que nenhuma remoção será feita sem 'reconhecer a cidadania das pessoas'

Anne Warth, Agência Estado

06 de maio de 2011 | 11h51

SÃO PAULO - O ministro dos Esportes, Orlando Silva, afirmou nesta sexta-feira, 6, em São Paulo, que os moradores que tiverem de ser removidos de regiões onde haverá obras da Copa 2014 viverão em condições mais dignas. Silva afirmou que o governo não cometerá "nenhuma arbitrariedade".

 

As declarações foram uma resposta à relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Moradia Adequada, Raquel Rolnik, que disse, no dia 26, que as autoridades de Fortaleza e de várias outras cidades-sede da Copa, além do Rio, município que receberá as Olimpíadas de 2016, praticam desalojamentos e deslocamentos forçados que podem violar os direitos humanos.

 

O ministro dos Esportes reconheceu que, em vários locais que passarão por obras, existem ocupações regulares e irregulares. "Mas eu quero tranquilizar todos vocês de que não haverá nenhuma arbitrariedade. Nenhuma remoção será feita sem reconhecer a cidadania das pessoas e o direito que essas pessoas têm a uma moradia digna", declarou, ao participar do Seminário Copa 2014 no Estado de São Paulo - Investimentos, Legados, Inclusão Social e Desenvolvimento Econômico, na Assembleia Legislativa (Alesp).

 

Ao citar a ONU, Silva disse que "esse raciocínio tem de ser invertido". "Nós temos de perceber que esse processo que estamos oferecendo ao Brasil é para aumentar as conquistas da população. Quem tiver de ser removido pode ficar seguro de que viverá em condições mais dignas. Esse é um compromisso da presidente Dilma, meu e tenho certeza de que falo em nome dos governos de Estados e das prefeituras."

 

Ele reafirmou esperar que as obras do futuro estádio do Corinthians, em Itaquera, na zona leste da capital paulista, que sediará jogos da Copa sejam iniciadas nos próximos dias.

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