Ministro do STJ defende força-tarefa contra lavagem de dinheiro

O coordenador-geral do Conselho da Justiça Federal e ministro do Superior Tribunal da Justiça (STJ), César Asfor Rocha, defendeu, nesta sexta-feira, em Ribeirão Preto (314 quilômetros ao norte de São Paulo), a criação de uma força-tarefa de juízes federais para cuidar de processos criminais ligados à lavagem de dinheiro.Rocha admitiu que as mortes dos juízes de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias, e de Vila Velha (ES), Alexandre Martins de Castro Filho, no mês passado, atribuídas ao crime organizado, levaram-no a defender essa posição. "Eu sugiro que seja criado um grupo de juízes de vários Estados e, a cada mês, um deles despache em uma determinada vara. Que se evite a personificação do juiz e se evite relacioná-lo diretamente ao crime", disse.No entanto, ele admitiu que enfrenta resistência dentro do próprio Poder Judiciário para a criação dessa força-tarefa, já que alguns magistrados entendem ser mais fácil e mais prático que haja um juiz específico para cada vara especial de crimes de lavagem de dinheiro. Veja o especial:

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