Ministro Fux defende punição exemplar para criminosos

Três dias após ter sido agredido durante um assalto no Rio de Janeiro, o ministro Luiz Fux, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), defendeu nesta segunda-feira punição exemplar para os criminosos e fez um apelo para que vítimas denunciem delitos e participem do processo de reconhecimento dos agressores.?Acho que valeria a pena a supressão de alguns benefícios legais para que houvesse o cumprimento exaustivo da pena e, ao final, nós não tivéssemos medo deles, mas eles ficassem com medo de delinqüir novamente?, afirmou Fux em entrevista à Rádio Nacional.O ministro disse que ficou revoltado com o fato de ter sido vítima de jovens de classe média. ?Eu fui seviciado, espancado mesmo por jovem de classe média?, afirmou Fux que prestou nesta segunda-feira depoimento à Polícia em seu apartamento. ?Eles têm de ser tratados diferentemente do excedente social: eles não são excedente social, são marginais por vocação?, desabafou.O ministro afirmou que os agressores não tinham ?aspecto paupérrimo?: ?Todos eram brancos, da zona sul.? Fux disse que a população não pode se acovardar diante da violência. ?O acovardamento leva à impunidade deles?, afirmou. Por esse motivo, ele defendeu que as vítimas denunciem e reconheçam seus agressores. Ele garantiu que participará do processo de reconhecimento se os jovens forem presos.?Se eu não fizer isso (participar do reconhecimento), outro chefe de família pode passar por isso e não resistir?, justificou. O ministro, que ficará de repouso durante esta semana, disse que começou a ser agredido no hall do elevador do edifício onde a família mora, em Copacabana. Recebeu socos, coronhadas e marretadas no rosto e no joelho. ?Tentaram me estrangular com a minha gravata?, disse.A filha também foi vítima da violência. Quando chegou ao prédio, foi arrastada pelos cabelos pelos criminosos. Após apanhar e sangrando muito, o ministro foi levado até seu apartamento e ameaçado de morte. Chegaram a colocar um travesseiro sobre o seu rosto e encostaram uma arma. Só não dispararam porque os filhos começaram a gritar. ?Lá, eles receberam um telefonema e disseram que não podiam atender porque estavam trabalhando?, disse Fux, que teve roubados objetos pessoais, dinheiro e jóias da família.

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