Ministro libera R$ 31 milhões para minipresídios

O ministro da Justiça, José Gregori, liberou oficialmente hoje à tarde R$ 31,428 milhões para a construção de dois minipresídios em Guarulhos, na Grande São Paulo. As novas unidades integram um projeto de implantação de nove minipresídios e dois centros de detenção provisória, com capacidade para abrigar 3.426 presos no Estado. Seis minipresídios já estão em construção.As obras das unidades de Guarulhos deveriam ser iniciadas apenas no segundo semestre deste ano. "Diante da gravidade do quadro carcerário em São Paulo, o Governo Federal tomou a atitude de acelerar a liberação das verbas", afirmou Gregori. O ministro disse que a implantação dos minipresídios e centros de detenção provisória em São Paulo deverá "contribuir decisivamente" para desafogar a superpopulação carcerária no Estado. "De forma especial, esses novos presídios irão tirar dos distritos policiais os milhares de presos que esperam condenação ou cumprem pena em situação irregular", disse o ministro. O secretário da Administração Penitenciária do Estado, Nagashi Furokawa, que recebeu oficialmente o documento da dotação de verbas entregue pelo ministro, afirmou que os minipresídios são destinadas à condenados por delitos leves e que hoje ainda cumprem penas em celas onde se encontram presos perigosos. "Não podemos continuar misturando jovens, com todas as condições de serem reintegrados na sociedade, com bandidos perigosos", disse ele. O projeto prevê a instalação de minipresídios e centros de prisão provisória em cidades de Presidente Prudente, Araçatuba, Marília, Sumaré, Araraquara, Limeira, Mococa, Guarulhos, Campinas e Hortolândia. Cada minipresídio terá capacidade para abrigar 210 presos, que deverão trabalhar em oficinas e estudar nas salas de aula que existem dentro de seus muros. Visitas limitadasAs visitas de familiares aos detentos que cumprem pena em presídios paulistas serão limitadas a apenas duas pessoas por dia, aos sábados e domingos. Em alguns presídios, como a Casa de Detenção, no Complexo do Carandiru, em São Paulo, o corte será drástico. Ali, até oito pessoas podem visitar cada preso nos dias de visita. A medida foi anunciada hoje pelo secretário Nagashi Furukawa, durante encontro com o ministro José Gregori. Furokawa disse que a medida não tem caráter punitivo. "Tínhamos que estabelecer uma norma que se aplicasse à todos os presídios do Estado. As rebeliões do final de semana passado apenas aceleraram a decisão", afirmou ele.No próximo final de semana, as visitas aos presos estão proibidas em 13 presídios do Estado. Novamente, o secretário garantiu que a medida não é punitiva. "Trata-se de presídios que tiveram instalações quebradas e não têm condições de segurança para receber visitas. Na próxima semana, a situação já terá sido normalizada", antecipou o secretário.

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