Ministro não fez parte de equipe de transição, diz CGU

A Controladoria-Geral da União (CGU) negou ontem que Antonio Palocci tenha participado da equipe de transição do governo Dilma Rousseff para reafirmar que não investigará o crescimento do patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil.

, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2011 | 00h00

A CGU apegou-se ao fato de a nomeação para coordenar a equipe de transição não ter sido publicada no Diário Oficial para não seguir orientação do decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005 e abrir sindicância patrimonial para apurar se o aumento dos bens é compatível com a renda de Palocci.

Palocci foi indicado coordenador do governo de transição em 30 de outubro de 2010. A partir de novembro, passou a despachar no Centro Cultural do Banco do Brasil e na casa da presidente eleita. Mas, formalmente, não era considerado um "agente público", alega a CGU.

"Ao contrário do informado, no dia 3 de dezembro de 2010, o então deputado federal Antonio Palocci foi anunciado como futuro ministro-chefe da Casa Civil, não tendo sido nomeado para integrar o quadro da equipe de transição", diz a nota. A CGU diz que Palocci está sendo investigado pela Procuradoria-Geral da República. A PGR, por ora, apenas pediu explicações a Palocci, mas não o investiga.

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