Ministro nega carona em avião de empresa

Paulo Bernardo diz no Senado ter voado em aeronaves da campanha de Gleisi e refuta ligação com obras no Paraná

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2011 | 00h00

BRASÍLIA

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, negou ontem que tenha pegado carona em aviões de empresários do Paraná em troca da liberação de obras no Estado. Em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, o ministro foi novamente confrontado pela oposição sobre suposto tráfico de influência durante sua gestão no Ministério do Planejamento.

A pedido dos oposicionistas, a pauta da reunião foi invertida, para que Bernardo prestasse esclarecimentos sobre as denúncias antes da discussão sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e o PL 116 - aprovado este mês pelo Senado e que abre o mercado de TV a cabo para as teles e reduz as limitações de capital estrangeiro no setor.

Em resposta ao senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), Bernardo voltou a argumentar que o Contorno Viário de Maringá - obra apontada como base para o favorecimento à empreiteira Sanches e Tripoloni - foi incluído no PAC a pedido de parlamentares da região. "O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi o primeiro a assinar o pedido. Eu quero entender como é que eu passo a estar sob suspeita por ter liberado o recurso", reagiu o ministro.

Retranca. Segundo ele, a decisão de incluir empreendimentos no PAC é tomada por um colegiado de ministros. "Nunca aceitei carona para liberar obras. Nunca vai aparecer alguém que diga que o Paulo Bernardo pediu para incluir obra. Era justamente o contrário, eu sempre jogava na retranca", completou.

O ministro admitiu que pegou caronas por diversas vezes em aviões de pequeno porte - e não em jatinhos - alugados pela campanha da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao Senado. Mas insistiu que não conhece os donos e que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pode dar mais informações sobre esses voos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.