Ministro se refere à verba destinada à tragédia como PAC de SC

Márcio Fontes disse que prefeitos estão comprometidos em enviar dados sobre a situação dos municípios

Agência Brasil,

11 de dezembro de 2008 | 14h57

O ministro das Cidades, Marcio Fortes, afirmou nesta quinta-feira, 11, que o volume de recursos federais que serão alocados para recuperar os municípios catarinenses atingidos por temporais "pode ser considerado um PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] de Santa Catarina". "PAC é força de expressão quando se quer fazer algo grande. Hoje em dia, quando temos que resolver alguma coisa, se diz 'vamos fazer um PAC'. Dada a dimensão de recursos, você vai ter um programa específico, por isso estão chamando de PAC", disse Fortes, sem citar o valor do montante. Veja também:Saiba como ajudar as vítimas das chuvas IML divulga lista de vítimas identificadas Repórteres relatam deslizamento em Ilhota  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina Blog: envie seu relato sobre as chuvas Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas       Ao participar de entrevista a emissora de rádio durante o programa Bom dia, Ministro, ele também destacou que há comprometimento dos prefeitos das cidades prejudicadas pelas enchentes e pelos deslizamentos de terra no sentido de enviar ao ministério relatório com uma espécie de quadro geral da situação. A previsão, segundo o ministro, é que entre oito e dez dias seja concluído o detalhamento sobre quantas casas foram destruídas, quantas podem ser aproveitadas, que regiões não podem mais voltar a ser povoadas, além da quantidade de pessoas que precisarão ser realocadas. "Já estive com o governador Luiz Henrique que tinha uma súmula geral sobre o quadro, mas esse foi um momento emergencial. O que fui fazer em Santa Catarina foi verificar a situação que ainda existe, apesar de as águas terem baixado, solicitar dos prefeitos a apresentação desse relatório. Só agora estão fazendo o levantamento. Era impossível fazer antes porque agora que as águas baixaram", afirmou. O ministro se disse "impressionado" com o que pôde avistar ao sobrevoar algumas das áreas atingidas em Santa Catarina. Ele destacou que há cidades, como no caso de Luis Alves, que praticamente desapareceram. "Não tem nada, é só terra, inundação." Ele relatou ainda que todos os morros da região foram afetados pela grande quantidade de água acumulada em decorrência das fortes chuvas e que a impressão é de "bombardeio". "Os morros estão todos vermelhos por conta das áreas onde a terra cedeu", contou. De acordo com Fortes, as ações promovidas pela pasta em Santa Catarina devem ter como foco habitação, saneamento, pavimentação e recuperação das vias públicas, além da identificação das áreas de risco. Segundo ele, uma equipe do ministério vai participar de uma reunião técnica na próxima quarta-feira, promovida pelo governo do estado, para discutir questões relacionadas à geologia da região. "Pelo que vi, é uma coisa gigantesca que tem que ser feita de prevenção, de localização de áreas afastadas desses morros para evitar a repetição desse evento. Temos que prevenir. Só quem foi lá tem idéia do que ocorreu", disse o ministro.

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