Missa em memória de João Hélio reúne 600 pessoas no Rio

Os pais do menino João Hélio Fernandes, de 6 anos morto na última quarta-feira, 7, chegaram à Igreja da Candelária, por volta das 11 horas desta quarta-feira, 14, quando começava a ser realizada uma missa em memória do menino. Cerca de 600 pessoas acompanhava a cerimônia. Ao entrar na Igreja, os dois, acompanhados da filha mais velha, Aline, de 14 anos, foram aplaudidos pelas pessoas que lotaram a Candelária. A mãe do menino, Rosa Fernandes, disse ao chegar que quem tem que "perdoar os assassinos é Deus." O governador Sergio Cabral e a mulher dele, Adriana Ancelmo, também chegaram à Igreja, onde participam da missa. Os dois chegaram ao local cerxa de 20 minutos depois da cerimônia ter começado e foram recebidos sob gritos de "justiça". Cabral cumprimentou os familiares de João Hélio. Além de gritarem por justiça, eles entoaram: "O povo unido, jamais será vencido". Também pediram "mudança", fazendo alusão à redução da maioridade penal no Brasil. Por volta das 12 horas, Cabral deixou a igreja depois de ter ficado apenas 15 minutos entre os pais do menino e deixou o local por uma porta lateral alegando ter que viajar à Brasília para um encontro com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff ainda nesta quarta-feira. O governador elogiou os pais do menino pela "serenidade e lucidez" com que têm se posicionado nas entrevistas. Para o governador, é um ato generoso contribuir para o debate sobre o combate à violência com sugestões. No altar da igreja, manifestantes leram uma carta em que pedem ao governador medidas concretas para o combate à criminalidade sem "palavras vazias e promessas vãs". Cabral afirmou que o documento será mais um estímulo para o seu propósito de atuar na segurança pública "com muito trabalho e seriedade". O governador do Rio voltou a defender que os Estados tenham autonomia para legislar na área penal, como forma de diminuir a sensação de impunidade provocada por imperfeições da lei. "Chega de pensar que Brasília vai resolver todos os problemas. Quanto mais poder local, melhor. Brasília precisa abrir mão de poder", afirmou o governador na saída da igreja. Ele também se comprometeu em buscar o aumento do policiamento ostensivo nas ruas do Rio. Cabral ainda anunciou, para os próximos dias, a abertura de concurso público para a contratação de novos 2 mil novos policiais militares. "Hoje temos apenas 9,5 mil PMs nas ruas da capital. É muito pouco", disse. Este texto foi alterado às 12h08 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

14 Fevereiro 2007 | 11h34

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