Missa marca 15 anos da chacina da Candelária no Rio

Grupos da sociedade civil estiveram presentes protestando contra situação de crianças e adolescentes

Agência Brasil

23 de julho de 2008 | 15h11

A Chacina da Candelária, que ocorreu há 15 anos, foi lembrada nesta quarta-feira, 23, em uma missa realizada na Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, que reuniu diversos grupos da sociedade civil. No dia 23 de julho de 1993, oito crianças e adolescentes que dormiam próximo à igreja foram mortos por policiais.   Participantes da celebração chamaram a atenção para a situação de crianças e adolescentes que continuam sendo vítimas da violência no país inteiro. Faixas e cartazes colocados na frente da igreja criticavam a atuação da polícia carioca e lembravam casos recentes de violência como a morte de três jovens do Morro da Providência.   O presidente do Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente, Siro Darlan, destacou a responsabilidade do governo e da sociedade no cumprimento das leis que garantam os direitos da criança e do adolescente.   "Temos a melhor lei do mundo que é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). É necessário que o Poder Público e a sociedade se sensibilizem e protejam as crianças."   Ele rebateu as críticas feitas ao estatuto, que completou 18 anos no dia 13 de julho. Para Siro Darlan, ainda há resistências à aplicação do ECA. "As pessoas buscam desviar o verdadeiro foco da discussão para outros focos menos importantes para impedir que o estatuto saia do papel."   Os participantes do ato seguiram no para a Cinelândia, onde a manifestação foi encerrada.

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