Missão de acomodar aliados fica para ''Cardeal Richelieu''

A acomodação de quadros políticos no secretariado do governo Geraldo Alckmin é missão designada para Sidney Beraldo, chefe da transição e futuro secretário da Casa Civil, a quem o governador eleito apelidou de "Cardeal Richelieu" - referência bem-humorada ao arguto primeiro-ministro do rei francês Luís XIII, no século 17.

, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2010 | 00h00

Beraldo, ex-presidente da Assembleia Legislativa, com amplo trânsito na Casa, trabalha de olho na governabilidade de Alckmin, abalada pelo crescimento da bancada petista e a volatilidade de algumas legendas.

A principal preocupação dos tucanos é com PV e PMDB, que passam por seus próprios momentos de transição. Os verdes viram sua bancada crescer e estão pautados por uma nova liderança, a ex-candidata Marina Silva, com agenda que mira a sucessão presidencial de 2014.

De outro lado, o PMDB paulista saiu enfraquecido das urnas e aguarda a possível adesão do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Se a migração de fato ocorrer, Kassab pode reeditar com Alckmin a disputa eleitoral de 2008 - desta vez, porém, estará em jogo o Palácio dos Bandeirantes.

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