Mistério da morte do viajante libanês preocupa médicos

A morte de Khaled Jamil, cidadão libanês de 39 anos, que morava na ilha de Curaçau, ainda é mistério para as autoridades médicas e sanitárias de Penápolis. Ele chegou à cidade no sábado, para visitar parentes, começou a passar mal na manhã de domingo, quando foi internado na Santa Casa local, e morreu pouco depois da meia-noite de segunda-feira, após sofrer síndrome hemorrágica e duas paradas cardíacas. O médico Manoel Valente, que o atendeu não teve como diagnosticar a causa da morte, o que levou a vigilância sanitária estadual a encaminhar o corpo para o serviço de verificação, em Ribeirão Preto, eu vai emitir seu laudo. Amostras do sangue também foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Até a tarde, ainda não eram conhecidos dados dos exames realizados em Ribeirão Preto. A chefe do Serviço deVigilância Sanitária e Epidemiológica de Penápolis, Rosalícia Maria Lundstedt, disse que o corpo deveria ser enviado ainda hoje ou amanhã para São Paulo, onde poderá passar por novos exames e liberado à família, que o levará para sepultamento no Líbano. Para chegar a Penapolis, Khaled Jamil fez um longo trajeto. Partiu de Curaçau no dia 3, voando para Los Angeles (EUA), de onde foi para Miami e chegou a São Paulo, onde, na quinta-feira, dia 9, passou por um médico e, em seguida, foi liberado. Durante o vôo Miami-São Paulo, já teria sentido dores abdominais, náusea e febre, os mesmos que sintomas de que morreu. Embora tenha permanecido na cidade por pouco tempo, a libanês pode ter trazido alguma doença que exija cuidado das autoridades sanitárias. Daí as providências adotadas para o conhecimento da causa de sua morte.

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