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Modelo de placa do Mercosul valerá em 2016

Modelo será obrigatório para automóveis novos. Carros emplacados até 2015 trocarão a placa se mudarem de município ou de categoria

Estevão Taiar, ESPECIAL PARA O ESTADO

04 Dezembro 2014 | 21h03

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) divulgou o novo modelo de placas dos automóveis brasileiros. A principal novidade é a padronização com os países do Mercosul. O modelo entrará em vigor no dia 1.º de janeiro de 2016 e será obrigatório apenas para automóveis novos.

Os carros que forem emplacados até o final de 2015, porém, precisarão trocar a placa se mudarem de município ou categoria. Cada Estado terá permissão para liberar a nova placa antes de 2016, mas não poderá obrigar os motoristas a trocá-la. O novo modelo foi divulgado nesta quarta-feira, 3.

Segundo o Denatran, o principal objetivo da mudança é a melhoria da integração da fiscalização com as nações que formam o Mercosul. O próprio Denatran admite uma defasagem em relação ao modelo usado nesses países - Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela. 

“Nós temos uma grande circulação de veículos entre esses países. Um dos problemas que enfrentamos aqui no Brasil é a impossibilidade de maior controle de eventuais infratores”, disse o coordenador-geral de informatização e estatística do órgão, Rone Evaldo Barbosa. “Eles já adotam medidas de segurança que adotaremos.” 

Algumas das alterações serão visíveis. O fundo da placa, por exemplo, será branco, cor que facilita o contraste com a combinação de letras e números mais do que o cinza atual. Na parte superior esquerda, estará o símbolo do Mercosul; no meio, o nome do país ao qual o veículo pertence; e na direita, a bandeira desse mesmo país. 

A combinação também será diferente: quatro letras e três números, em vez de três letras e quatro números - medida que ajuda a leitura automática de câmeras de segurança. A cor da combinação alfanumérica indicará a categoria do veículo. O preto continuará indicando veículos de passeio, enquanto o vermelho será sinônimo de carro comercial. 

Outras mudanças, no entanto, serão menos perceptíveis. Segundo o Denatran, detalhes como marcas d’água de difícil remoção tornarão a falsificação mais complicada. 

Outro exemplo de novidade é uma faixa holográfica similar à das notas de R$ 50 e R$ 100, que também visa a coibir a clonagem de placas. Com a faixa, um código bidimensional facilitará o acompanhamento de todas as etapas do processo: produção, distribuição e instalação. 

Preços inalterados. Apesar da maior sofisticação do novo modelo, o órgão garante que o preço do emplacamento não deve mudar substancialmente. No Estado de São Paulo, por exemplo, o valor é de R$ 100,84.

“A expectativa é de que, com essa padronização, nós tenhamos a manutenção dos atuais custos. Pode ser que o preço até caia, uma vez que teremos o controle total desse processo”, afirmou Barbosa. 

Atualmente, as chapas de metal são produzidas por diversas empresas que depois as vendem para o Denatran. Já a nova placa será fabricada por companhias credenciadas pelo órgão federal.

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