Monitor morto em rebelião é enterrado

No enterro do monitor da Febem Renato Feitosa de Araújo, de 27 anos, morto no motim de domingo, parentes e amigos uniram-se em lamentos e protestos. Sua noiva Ester e sua mãe, Antônia Feitosa de Araújo, passaram quase todo o tempo ao lado do corpo, desde que chegou ao cemitério Jardim da Serra, em Mairiporã, na Grande São Paulo, por volta das 13h30 de hoje, até as 17h45, quando foi enterrado.O irmão do monitor, Roberto, de 25 anos, foi o único da família a comentar o assassinato. "Nossa família disse que era loucura ele trabalhar na Febem. Nem que ganhasse R$ 10 mil valeria à pena."Araújo pretendia casar-se em breve e havia comprado, há pouco menos de um mês, um carro. Segundo o amigo Wilson Pedro de Oliveira, de 47 anos, o carro era um sonho de Araújo. "Ele sempre dizia que teria um pé de borracha." De acordo com Oliveira, Araújo era quieto e trabalhava muito. Na Febem, a imagem que Renato Araújo deixou é a mesma.Os monitores Flávio José de Araújo e Reginaldo Alves das Neves, feridos domingo continuam no hospital do Mandaqui. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, eles não correm risco de vida. O menor T.V., com fratura no tornozelo, está internado.

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