Monóxido de carbono causa outra morte em Curitiba

Adriana Mariano de Araújo, de 22 anos, é a segunda pessoa este ano e a 27ª nos últimos cinco anos a morrer vítima de intoxicação por monóxido de carbono em Curitiba. Para se aquecer nas noites frias, as pessoas ligam aquecedores a gás em locais não ventilados ou utilizam álcool e fogo para aquecer banheiros, também sem ventilação, nãopermitindo que o gás tóxico seja eliminado do ambiente. Ela morreu à 1h25 da madrugada em um apartamento no Centro Cívico, onde trabalhava e residia. A moça estava deitada nacama, com a luz do quarto acesa e dois aquecedores a gás ligados em ambiente sem ventilação compatível com as normas. Um rapaz que morava no apartamento percebeu a luz acesa ao chegar. Acordou os pais e, não havendo resposta no quarto da moça, resolveram abri-lo. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas Adriana já estava morta. Uma hora depois, no centro da cidade, os bombeiros atenderam a outro chamado. Uma mulher de 33 anos sentiu-se malenquanto dormia. Ela acordou o marido, que acionou os bombeiros. No apartamento, eles perceberam que o aquecedor estava instalado num local com apenas uma janela ventilando precariamente, além de a tubulação do equipamento estar irregular, fazendo curvas que impediam a saída do gás tóxico. Os socorristas ministraram oxigênio à mulher, que não precisou de hospitalização.

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