Montar esquema vai ficar mais difícil, diz Denatran

Adotado desde 2005 pelas auto-escolas e clínicas médicas do Estado, o sistema de leitura eletrônica de impressões digitais (biometria) surgiu como uma revolução no combate às fraudes em carteiras de habilitação. Dois meses depois, no entanto, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo foi notificado sobre as primeiras falhas no sistema. Na ocasião, o sindicato da categoria já denunciava o uso excessivo da "exceção digital" - quando, por algum motivo, o equipamento não consegue ler a digital do candidato."Daqui para frente, será mais difícil montar qualquer esquema", afirma o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres da Silva. "Todos que participaram dessas fraudes serão identificados e punidos." Segundo ele, o Denatran já está integrado ao banco de dados da Polícia Federal, encarregada de conferir digitais com dados cadastrais do futuro motorista.No mês passado, a Resolução 287 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) modificou o método de coleta de digitais. O leitor do tipo "pousado", em que a pessoa mantém o polegar direito sobre o equipamento por alguns segundos, terá de ser substituído pelo "rolado", capaz de capturar as impressões digitais dos dez dedos das mãos. O cronograma de adequação será publicado até o fim de novembro deste ano.

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