Monumento português é barrado no Porto

A Alfândega de Santos está prestes a protagonizar uma gafe de dimensões internacionais, impedindo a liberação do monumento "Porta de Abril", de oito metros de altura e oito toneladas, feito pelo escultor português, José Aurélio, e doado à Prefeitura de São Paulo pela Junta Metropolitana de Lisboa. A Junta representa 19 municípios portugueses para marcar as comemorações dos 27 anos da Revolução dos Cravos, que derrubou a ditadura Salazarista, em Portugal.O monumento está completando um mês de estadia no Tecom (Terminal de Cargas) do Porto de Santos, que é administrado pela Santos/Brasil, onde chegou no dia 20 de março. A Alfândega tem justificado o embaraço na liberação da carga com a falta de um documento que comprove a doação do monumento e, por consequência, desobrigue o pagamento das taxas que normalmente incidem sobre esse tipo de operação.O autor da obra, José Aurélio, chegou em São Paulo há uma semana para companhar os últimos detalhes da inauguração do ?Porta de Abril?, mas foi surpreendido pela demora: "Isso não é coisa que deveria acontecer num País como o Brasil. Considero uma vergonha para o País, para a Cidade de Santos e para São Paulo". O secretário municipal de Cultura, Marco Aurélio Garcia está pessoalmente envolvido nas tentativas de liberação da carga, junto com as deputadas santistas, Maria Lúcia Prandi (PT) e Mariângela Duarte (PT).Os representantes dos quatro principais partidos políticos de Portugal e três presidentes de câmaras (cargo equivalente ao de prefeito nos regimes parlamentaristas) seriam recebidos pela prefeita Marta Suplicy, na cerimônia de inauguração do monumento, no próximo dia 28 de abril, no Largo Mestre de Aviz, próximo ao Parque do Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo. Se o monumento demorar mais um dia para sair do Porto, acredita-se que a inauguração terá que ser adiada ou mesmo cancelada.

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