Morador da Paulista festeja medida

Além da lentidão nas vias, vizinhança lembra do desembarque na frente de garagens e em faixa de pedestre

Mônica Cardoso, O Estadao de S.Paulo

28 Julho 2009 | 00h00

Quem mora na região da Avenida Paulista comemorou o primeiro dia de proibição aos fretados. Algumas ruas eram utilizadas para pontos de embarque e desembarque de passageiros. "Eu sempre busco minhas filhas no colégio. Com os fretados, quando voltava, às 18 horas, não conseguia entrar no meu prédio. Nesse horário, se formava uma fila de ônibus e eles paravam até na frente da garagem", contou a dentista Jackeline Sampaio, de 32 anos, que mora na Rua São Carlos do Pinhal, paralela à Paulista. "Ficava esperando até 20 minutos no carro, praticamente na porta do prédio. Achei ótima a proibição", disse Jackeline. A bancária aposentada Marilene Junqueira, de 57 anos, moradora da Rua Cincinato Braga, na Bela Vista, também elogia a medida. "Eles paravam em qualquer lugar, de acordo com a conveniência do passageiro. No horário de pico da tarde, a situação ficava ainda pior." Segundo o engenheiro civil Moises Spiguel, de 78 anos, "os fretados paravam inclusive na faixa de pedestres". "São ônibus grandes que ocupam uma faixa e meia da rua. E a cidade está muito congestionada." O taxista Benedito Carvalho, de 81 anos, conta que não conseguia sair com o automóvel do ponto na Rua Rio Claro. "Eles não respeitavam o semáforo e fechavam a rua." Célia Marcondes, presidente da Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César (Samorcc), perdeu o número de reclamações encaminhadas para a Companhia de Engenharia de Tráfego nos últimos anos. "As ruas do bairro são estreitas, não comportam veículos tão grandes. Alguns fretados são tão altos que levam galhos de árvores. Pela manhã, o barulho era intenso e alguns deixavam uma cortina de fumaça visível a olho nu."

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