Morador se queixa de troca de base da PM

No Morumbi, equipamento foi levado para o acesso da Favela Paraisópolis

Marici Capitelli, O Estadao de S.Paulo

02 de setembro de 2008 | 00h00

Cobrir um santo para descobrir outro. Essa é a reclamação de moradores do condomínio Morumbi Sul e do bairro Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, que não se conformam com a retirada da região da base comunitária móvel da Polícia Militar que foi transferida para próximo da Favela Paraisópolis a cerca de cinco quilômetros. Desde que os policiais deixaram o local há dez dias, os moradores reclamam do aumento no número de assaltos. Um motorista sofreu duas tentativas de roubo em uma semana. A PM não comentou o assunto.A base comunitária ficava no entroncamento das avenidas Giovani Gronchi e Carlos Caldeira Filho. E estava lá desde o final de junho do ano passado, quando um casal foi assassinado na frente do filho em uma tentativa de assalto a poucos metros do local."Tiraram a nossa base sem qualquer comunicação. O que ficamos sabendo informalmente é que foi preciso transferi-la por causa dos assaltos na outra parte do Morumbi. Isso foi muito ruim para todos nós e todo mundo está reclamando", afirmou Fernando José Arruda de Oliveira, da Associação dos Condôminos do Morumbi Sul.A base está agora na Praça Moacyr, bem próximo a uma das entradas da Favela Paraisópolis, utilizada como rota de fuga de assaltantes de moradores do Morumbi.Embora estejam satisfeitos com a base, moradores do Morumbi não concordam com a simples transferência. "É absurdo tirarem de uma outra região que também precisa de policiamento para mandar para cá. Só fizeram isso porque a nossa onda de assaltos veio a público", disse um morador.

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