Moradora diz que bandido morto não reagiu

A assistente de recursos humanos A.R, de 33 anos, saiu de sua casa em Perdizes às 8h15, como faz todos os dias. Poucos minutos depois, ela atravessava a Rua Aimberê, quando viu dois homens correndo e um policial atrás. Eles tinham acabado de sair da Rua Ministro Gastão Mesquita. Com medo, ela voltou e ficou em frente a um prédio, com o porteiro e outras quatro pessoas que observavam a cena. Ela conta que os dois rapazes tentaram se esconder em uma casa verde com janelas vermelhas e muro baixo. O policial percebeu e parou no local, apontando a arma para o pequeno jardim, pedindo para que se entregassem. Ao contrário do que afirma a polícia, ela diz que não houve troca de tiros e os bandidos estariam desarmados. Primeiramente saiu da casa um rapaz moreno, um pouco gordo, medindo entre 1,70 e 1,75 metro. Ele vestia uma calça jeans e camiseta azul. O rapaz deitou de bruços e com as mãos para trás. Nesse momento, uma viatura entrou na Aimberê e passou do local da ocorrência, quando o grupo em frente ao prédio começou a gritar avisando. O carro voltou e outros dois policiais desceram.O outro rapaz que saiu da casa era claro e tinha o cabelo raspado. Ele usava uma calça jeans e camiseta branca e deitou na mesma posição do companheiro, a 1 metro dele. Foi então que os moradores viram um dos policiais disparar contra o rapaz de camiseta branca, que ainda estava deitado. Ele foi depois identificado como Sandro Antônio da Silva, pernambucano de 21 anos e com passagem na polícia por tráfico. Ele foi levado pelos policiais para o Hospital das Clínicas (HC), onde morreu no fim da manhã. A PM foi procurada, mas não comentou o assunto.

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