Moradores da área do vazamento passarão a noite fora de casa

Os 2 mil moradores dos bairros próximos ao local do acidente com o duto da Petrobrás terão de passar a noite fora de casa. O capitão da Polícia Militar Dorival Alves Filho informou, por volta das 21h15 desta sexta-feira, que 120 homens da PM e 80 da Guarda Civil Municipal vão preservar o esquema de interdição das casas. Ônibus e vans transportaram várias famílias para o Colégio Nestor de Camargo e o ginásio do Parque Imperial.Os bairros atingidos pelo forte cheiro do gás estão às escuras e isolados. Funcionários de empresas terceirizadas devem trabalhar na região por toda a noite. Persiste o risco de explosão e intoxicação.Às 20h45 chegaram seis ônibus para fazer a remoção dos moradores, mas cinco deles voltaram vazios porque a maioria das pessoas que aguardavam alojamento já havia sido transportada por vans da Petrobrás. O líder comunitário do bairro de São Vicente de Paula, Alexander Fernandes da Silva, estava preocupado com as pessoas que ainda se recusavam deixar a área de risco. "Vamos ver com as autoridades para tentar remover esse pessoal", disse.O aposentado Leonildo Alves, de 63 anos, dizia: "Não saio daqui por nada. Quem vai garantir que não vão roubar minha casa?". Ele aguardava na linha de bloqueio.MotelO gerente do Motel Riviera, no bairro Santa Cecília, Ariovaldo Martins, disse que o prejuízo no dia de hoje é incalculável. Desde as 11h40, quando recebeu a informação da Defesa Civil, sobre o vazamento, teve de pedir aos clientes para deixar o local. "Alguns casais saíram correndo, sem pagar, e até deixaram documentos, por causa do forte cheiro", disse Martins.Segundo ele, esta sexta-feira seria um dia em que o motel, de 67 quartos, teria um movimento de 100%. Mas precisou até dispensar os funcionários. Um deles, José Irai Vieira Mendes, foi um dos que passaram mal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.