Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Novo distrito de Bento Rodrigues ficará a 8 km de Mariana

Região conhecida como Lavoura, que pertence à siderúrgica ArcellorMittal, foi escolhida para reconstrução das casas afetadas pela lama

Leonardo Augusto, Especial para O Estado S. Paulo

07 Maio 2016 | 09h56

BELO HORIZONTE - O novo distrito de Bento Rodrigues será construído em região conhecida como Lavoura, localizada a oito quilômetros de Mariana. A escolha da área foi realizada neste sábado, 7, em votação com a participação de 223 representantes de famílias que moravam no antigo vilarejo, destruído em 5 de novembro de 2015 pela lama que vazou com a queda da barragem de rejeitos de minério de ferro da Samarco, que pertence à Vale e à BHP Billiton.

Um total de 236 pessoas estavam aptas a votar. A área vencedora, que pertence à siderúrgica ArcellorMittal, teve 206 votos. Em segundo lugar ficou a área conhecida como Carabina, de proprietário particular, com 15 votos, e em terceiro Bicas, uma área que pertence à própria Samarco, que teve dois votos.

Conforme a empresa, além de negociar a aquisição da área, que tem 350 hectares (o equivalente a 350 campos de futebol), o próximo passo será a criação de um plano urbanístico para o novo Bento Rodrigues. A mineradora afirma não haver até o momento levantamento sobre quanto será pago pelo terreno. Disponibilidade de água e condições naturais para agricultura foram alguns dos critérios para definição dos três locais escolhidos para a votação, que ocorreu no centro de convenções de Mariana.

Segundo a ex-moradora do distrito destruído na tragédia, Cláudia de Fátima, a área escolhida pela população é a que melhor atende aos ex-moradores do antigo Bento Rodrigues.  "Não fica tão próximo de Mariana, tem água e solo bom para plantio, conforme estudos já comprovaram", argumentou. Lavoura fica a oito quilômetros de Mariana. Carabina ficava a dois e Bicas a 15. O distrito destruído pela lama ficava a cerca de 30 quilômetros da sede do município.

Além de destruir Bento Rodrigues, a lama da Samarco matou 18 pessoas. Uma ainda está desaparecida, mas já é considerada como o 19º óbito para efeitos legais - como o pagamento de indenização e entrada de ações penais contra a empresa e seus diretores.

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