Moradores de favela protestam contra assassinato de menor

Moradores da Favela de Acari, na zona norte do Rio, fecharam a Avenida Automóvel Clube, queimaram um ônibus e depredaram outro nesta manhã, em protesto contra a morte de Isaías Clemente dos Santos, de 16 anos, encontrado enforcado na noite de terça-feira. A família acusa policiais militares do 9° Batalhão de Polícia Militar de terem cometido o crime.Por volta das 21 horas, o rapaz foi levado até uma casa abandonada num beco da favela e enforcado com um pedaço de pano. Seus pés também foram amarrados. O pai de Isaías, o vigilante João Batista dos Santos, de 48 anos, foi chamado por vizinhos e entrou em estado de choque ao ver o corpo do filho. Revoltados, moradores tomaram a Automóvel Clube, uma das mais movimentadas vias da região. Eles atearam fogo a um ônibus, completamente destruído, e apedrejaram outro. Nove pessoas foram detidas durante o tumulto, ocorrido por volta das 10 horas.O comandante do batalhão, coronel Antônio Carlos David, que foi à favela, informou que um inquérito policial militar (IPM) será aberto para apurar o caso. Segundo ele, ainda não se sabe se o rapaz morto tinha algum envolvimento com o tráfico de drogas. Muito abalado, o pai de Isaías exigiu explicações da Polícia. "Não sabemos o que aconteceu ainda, mas tudo será investigado", disse o coronel David. Ele foi cercado por moradores, que gritavam exigindo justiça.No Méier, zona norte, homens não identificados jogaram uma falsa granada debaixo de um carro, na Rua Visconde de Tocantins, perto da Igreja Sagrado Coração de Maria. Policiais do Esquadrão Antibombas foram ao local e descobriram que se tratava de um isqueiro que imitava uma granada.

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