Moradores de favela queimam 6 ônibus em protesto

Um protesto de moradores da favela Vila doCruzeiro, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, terminou com seis ônibusincendiados, outro apedrejado e uma ambulância também depredada,na noite desta qurta-feira.O quebra-quebra foi incitado por traficantes, depois que doiscriminosos morreram em confronto com a polícia, na fim da tarde.Ninguém foi preso. A Vila do Cruzeiro foi a favela em que orepórter da Rede Globo Tim Lopes fazia reportagem sobre o bailefunk e acabou capturado e morto por traficantes.O primeiro confronto ocorreu às 18h, quando policiais do 16ºBatalhão da PM (Olaria) patrulhavam as ruas da favela. Houvetroca de tiros com um grupo de traficantes e dois deles foramatingidos.Socorridos, os dois criminosos morreram ao serem atendidos noHospital Municipal Getúlio Vargas. Com eles, a polícia apreendeudois revólveres, uma granada e cocaína. Uma hora depois começou o protesto. De acordo com o comandantedo 16º Batalhão, tenente-coronel Ronaldo Menezes, os moradoresincendiaram três ônibus ao mesmo tempo, em pontos diferentes daAvenida Moreira de Abreu. "Foi uma ação bem montada, feita paraconfundir a ação da polícia", afirmou Menezes.Depois, os manifestantes incendiaram outros três veículos eapedrejaram uma ambulância do Corpo de Bombeiros, enviada para olocal no caso de haver feridos. O comandante do batalhãoexplicou que ninguém foi preso porque as ações eram rápidas."Eles incendiavam o ônibus e fugiam em seguida. E em pontosdiferentes e distantes. Não era possível estar em todos oslugares", afirmou.Por volta das 20h30, o próprio comandante subiu o morro,acompanhado de 80 homens do Grupamento Especial Tático Móvel(Getam), Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do 16º BPM. Eledecidiu comandar o batalhão do Posto de Policiamento Comunitário no alto da Vila do Cruzeiro."Isso é uma resposta aos traficantes. Eles podem mandarincendiar ônibus, que a polícia não vai deixar de reprimir ocrime", disse.

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