Moradores de Paraitinga participam de 1ª missa do ano

Cerimônia ocorreu em frente à Igreja do Rosário, a única que restou em pé após as enchentes

João Carlos de Faria, especial para o Estado

07 Janeiro 2010 | 19h10

Cerca de cem moradores de São Luiz do Paraitinga, ainda abalados pelos estragos das últimas cheias do rio Paraitinga, participaram nesta quinta-feira, 7, da primeira missa celebrada na cidade após a catástrofe. A celebração ocorreu pela manhã, em frente à Igreja do Rosário - a única que restou em pé. Um dos momentos mais marcantes ocorreu no final da missa, quando o padre Edson Carlos Alves Rodrigues apresentou a imagem de São Luiz de Toloza, resgatada entre os escombros da antiga matriz, que foi destruída pelas águas. A imagem sofreu pequenos danos e estava sem os pés e sem as mãos.

 

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"Foi muito emocionante e deixou ainda mais animados os luizenses", disse o pároco. Ele falou que "Deus tem se manifestado de várias formas ao povo luizense, até mesmo com a queda da igreja." O comerciante Pedro Moradei, dono de um restaurante na região central da cidade, que perdeu tudo com a enchente, disse que as pessoas colocavam a mão na imagem e se benziam "para buscar forças". Ele é músico e tocou durante a missa.

Muita gente não participou porque estava trabalhando na limpeza das casas na hora da missa. "Mas cada família, cada funcionário da prefeitura, cada pessoa que participou desse momento, estava representado ali". Outra celebração foi marcada para o próximo domingo, quando se espera um número maior de participantes. "Muitos amigos virão à essa missa, além daqueles que não puderam vir hoje", afirmou Moradei.

Patrimônio histórico

A Secretaria de Comunicação do Palácio dos Bandeirantes informou que as declarações do governador José Serra (PSDB) em relação aos técnicos da área de patrimônio do Estado, feitas na quarta-feira em São Luiz do Paraitinga, não foram em tom de crítica, mas como forma de orientar e reforçar a urgência da restauração da cidade.

Em entrevista a jornalistas, Serra havia dito que "se for para ficar discutindo academicamente, o trabalho vai levar anos" e que "esse pessoal do patrimônio gosta de discussão". Ninguém da Secretaria de Cultura ou do Condephaat se manifestou sobre o assunto.

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