Moradores de prédio do Minha Casa, Minha Vida são despejados no Rio

Prefeitura e Caixa Econômica conseguiram reintegração de posse na justiça

Tiago Rogero, Estadão.com.br

26 de maio de 2011 | 12h09

RIO - Os moradores de 143 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, que teriam sido invadidos entre o fim de 2010 e fevereiro deste ano, são despejados nesta quinta-feira, 26, em Campo Grande, na zona oeste do Rio. A prefeitura e a Caixa Econômica Federal conseguiram uma liminar na Justiça autorizando a reintegração de posse, a partir de uma denúncia de que o conjunto habitacional Ferrara estaria sob o domínio de uma milícia.

Participam da operação 100 policiais militares e 30 policiais federais, além de oficiais de justiça e funcionários da prefeitura. Segundo o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, as famílias removidas poderão optar por receber mensalmente um aluguel social, de R$ 400, ou serem alojadas em um abrigo da prefeitura. Seis caminhões foram disponibilizados para realizar a mudança das famílias.

Bittar disse que vai solicitar ao secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, a elaboração de um planejamento para evitar que os apartamentos voltem a ser invadidos.

Cento e dezenove moradores que têm direito ao imóvel no programa do governo federal e vivem no condomínio de maneira regular não serão despejados. Alguns deles confirmaram ao Estadão.com.br a presença de milicianos, que cobravam uma taxa periódica dos habitantes. Outros moradores negaram que a comunidade estivesse sendo dominada por um grupo paramilitar.

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