Moradores depredam delegacia para linchar estuprador no PA

Cerca de 200 pessoas queriam espancar suspeito de ter estuprado e matado uma criança de oito anos

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

07 Outubro 2008 | 14h58

Cerca de 200 moradores de Santo Antônio do Tauá, no Pará, destruíram a delegacia da cidade na manhã desta terça-feira, 7, revoltados devido ao estupro e à morte de uma criança de oito anos. O corpo da menina, desaparecida desde domingo, 5, foi encontrado na segunda-feira, 6, em um matagal. As pessoas destruiram parte do prédio, um carro da polícia e apedrejaram o fórum. Doze pessoas foram presas e três presos de justiça conseguiram fugir durante o quebra-quebra.   Uma tropa do batalhão de choque, da Polícia Militar, com apoio de dois helicópteros, conseguiu chegar a tempo na cidade. Vários tiros chegaram a ser disparados para o alto pelos policiais. Um inquérito foi aberto para identificar e processar os responsáveis pelo vandalismo. Os presos em flagrante serão transferidos para o presídio de Marituba, na região metropolitana de Belém.   Tudo começou por volta das 11 horas da manhã desta terça, 7, quando correu pela cidade a notícia de que Luiz Inácio da Silva, de 47 anos, suspeito da morte da menina, havia sido preso em uma área de mata no município de Castanhal quando se preparava para violentar outra criança da mesma idade.   Silva foi transferido para Santa Isabel, município vizinho, mas os moradores de Santo Antonio do Tauá suspeitavam que o acusado estivesse na delegacia local. Cerca de 200 pessoas, armadas com paus e pedras, conseguiram entrar na delegacia, quebrando portas e janelas. Antes da invasão, policiais ainda conseguiram retirar alguns presos. Os que ficaram fugiram quando as grades foram arrebentadas pelos populares.   O superintendente da Polícia Civil na região do Salgado, Marco Antonio Duarte, informou que Silva, após prestar depoimento, seria imediatamente transferido para a penitenciaria do Americano, em Santa Isabel.   Segundo a polícia, Luís Inácio foi detido na noite de segunda-feira, 6, em companhia de outra menina, de 11 anos, após a família da vítima reclamar o desaparecimento. Em sua casa foram encontradas roupas e facas sujas de sangue e barro.   A outra criança, durante depoimento aos policiais, disse ter recebido pães e doces do homem e que há um tempo vinha se relacionando com ele, sem autorização dos pais.   (Com Carlos Mendes, especial para o Estado)   Atualizada às 17h04

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