Moradores passam mal após consumo d´água em Cubatão

Mais de 150 famílias que moram no bairro Cota 200, na Serra do Mar, em Cubatão, teriam consumido água contaminada esta semana e, segundo informações de associação de melhoramentos da comunidade, 30 pessoas tiveram que ser atendidas no Pronto-socorro de Cubatão com diarréia forte, irritação na pele, dor de cabeça e vômitos. A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) coletou amostras da água e investiga tipo e causas da contaminação. Os resultados das primeiras análises devem sair na sexta-feira, 23. Enquanto isso, o consumo de água foi suspenso e a Sabesp já enviou dois caminhões pipa para atender à população. "No sábado e no domingo o pessoal cismou um pouquinho com a água, mas só na segunda-feira percebemos que a contaminação tinha atingido cinco ou seis minas, que abastecem umas 200 famílias, umas mil pessoas", disse o presidente da Sociedade de Melhoramentos da Cota 200, Severino Ferreira da Silva. De acordo com Silva, os moradores testaram a qualidade da água ao adicionando hipoclorito de sódio. "Em questão de segundos a água ficou escura, de amarela até ponto de cor de gasolina", explicou. A suspeita dos moradores é que a água tenha sido contaminada após o tombamento de um caminhão na via Anchieta no dia 14 de fevereiro. No entanto, a Cetesb descarta essa hipótese. "Esse carregamento que os moradores se referem era de álcool anidro, que é bastante volátil e evapora, mas estamos checando se essa carga tinha algum outro solvente", disse o gerente da agência da Cetesb de Cubatão, Marcos da Silva Cipriano. O órgão avalia a possibilidade de ter ocorrido algum tombamento durante o carnaval que não tenha sido comunicado. "Estamos verificando isso com a Ecovias (concessionária que administra o Sistema Anchieta Imigrantes)", disse Cipriano. Projeto Água Limpa Uma parceria entre a Organização Não Governamental (ONG) Sociedade Amiga da Família Cubatense, a prefeitura de Cubatão e a Sabesp criou o projeto "Água Limpa", que faz a cloração da água retirada de nascente no alto da serra e não das chamadas "minas", que são nascentes mais próximas à rodovia. Das 1.700 famílias que moram no Cota 200, entre 160 e 180 resistiam em aderir ao projeto, sem ônus à população. "Eles achavam que a mina garantia a qualidade de água, agora estão reconhecendo que a água deles não tem qualidade", disse o presidente do Água Limpa, Roque Bispo. No entanto, Bispo explica essas famílias passarão a ser atendidas pelo projeto e até domingo as novas ligações terão sido concluídas.

Agencia Estado,

22 Fevereiro 2007 | 20h16

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