WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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Moradores protestam em Vitória e Exército é acionado

Grupo contrário à paralisação da PM ateou fogo a pneus e fechou via no bairro de Maruípe; mulher é atingida por pedra na cabeça

Marcio Dolzan, Enviado especial

07 Fevereiro 2017 | 17h23

VITÓRIA - Soldados do Exército tentam controlar uma manifestação de moradores do bairro de Maruípe, em Vitória, onde está instalado o Quartel Central da Polícia Militar do Espírito Santo. Um grupo formado por cerca de 50 pessoas ateou fogo a pneus e fechou um dos sentidos da via, em protesto contra a paralisação de PMs. Soldados tenta debelar o tumulto.

O protesto ocorre a trinta metros do portão do batalhão, que é resguardado por familiares dos PMs. O caminhão com os soldados do Exército chegou 20 minutos após o início da confusão.

Um início de briga no meio da via foi debelado por soldados do Exército com uso de spray de pimenta. Uma mulher foi atingida na testa por uma pedra.

Acampando em frente ao portão do batalhão desde sábado, Priscila Nascimento de Almeida, de 27 anos, namorada de um policial militar, foi atingida enquanto circulava em meio ao grupo. Segundo ela, a pedra veio dos manifestantes contrários ao movimento. "Eles pensam que a culpa pelo que está acontecendo é nossa, mas a culpa é do governador", afirmou. Ela estava com a testa marcada pelo arremesso da pedra, mas se recusou a ir ao hospital.

Durante o tumulto, um veículo com três marcas no para-brisa idênticas a de tiros foi parado e cercado pelos soldados, que apontaram suas armas. O motorista saiu do carro com as mãos para cima e pedindo calma aos soldados do Exército. Ele se identificou como policial e acabou liberado.

Ao todo, cerca de 300 pessoas acompanham os atos. Muitos policiais à paisana estão entre os presentes. No momento da briga, pelo menos 30 PMs fardados e que estavam do lado de dentro do batalhão assistiram à confusão de braços cruzados.

A manifestação complica trânsito na região. Motoristas que tentam furar o bloqueio são hostilizados. Um deles teve o carro cercado por manifestantes, que bateram na lataria.

 

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