Moradores reclamam de abuso de militares em favelas do Rio

Moradores do Morro da Providência, região central do Rio de Janeiro, reclamam de abuso por parte dos militares que ocupam a favela. Eles dizem que os soldados xingam, falam palavrões, desrespeitam idosos e revistam crianças. Com medo, os moradores mudaram suas rotinas com a ocupação. "Meu filho não vai à escola desde que eles vieram para cá. Não tenho coragem de levá-lo", disse uma mulher cujo filho tem 11 anos.Uma senhora contou que chegava do trabalho ontem, por volta das 22h20, quando a Kombi que a transportava foi impedida de subir o morro: "Tive que subir a escadaria toda a pé, enquanto eles diziam palavrões e avisavam que eu não poderia parar para descansar". Segundo o Comando Militar do Leste, a ocupação é pautada no respeito aos direitos humanos. Por outro lado, há denúncias de que alguns moradores de favelas têm zombado dos soldados, o que vem sendo verificado em alguns morros. O coronel Fernando Lemos, relações públicas do CML, afirmou que a tropa não se deixa abalar. "Nós temos que engolir. Nossos soldados estão psicologicamente preparados para isso", disse.CustoO CML não informa o custo total da operação de ocupação de favelas e estradas do Rio e diz apenas que os gastos do Comando se resumem ao combustível, já que a alimentação dos soldados, bem como o fornecimento de fardas e munição, está sendo providenciada pelos quartéis. "Nós só vamos saber quanto custou quando acabar", disse o coronel Lemos.

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