Moradores reclamam de ações da Prefeitura voltadas para escritórios

Os escritórios que dão cara para a região da Avenida Luís Carlos Berrini também contribuíram para "apagar" os moradores da mesma área, principalmente quando o assunto é política pública, reivindica a Sociedade dos Amigos do Brooklin Novo (Sabron) - um dos bairros do local. Ontem, dia de estreia das mudanças viárias no coração empresarial da cidade, quem reside no entorno entrou para o grupo dos descontentes. E eles já pensam em abaixo-assinado. "Mais uma vez, a Prefeitura privilegiou os trabalhadores em detrimento dos moradores daqui", protestava a secretária da Sabron, Cibele Sampaio, quando descobriu que as placas protegidas com sacos pretos durante o final de semana mostrariam, na segunda-feira, que não seria mais possível estacionar nem em frente das casas no local . "Nossas ruas agora serão rota de fuga da Av. Bandeirantes. Barulho, poluição, risco de atropelamento, tudo isso aumentará com as mudanças."As críticas partem, em especial, dos que moram na Avenida Nova Independência e na Rua Quintana. A primeira teve o estacionamento proibido, de ambos os lados, de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h e, aos sábados, das 7h às 13h. Já na Quintana, a mudança foi só do lado direito, onde não é mais permitido estacionar o tempo todo. "Pelo novo traçado, a Nova Independência virou uma artéria de tráfego, que liga a Bandeirantes à Roberto Marinho", reclamava o morador da via Roberto Reis Pinto, que também trabalha na região. "Como as pessoas não vão parar de vir trabalhar de carro, a eliminação das vagas só vai fazer com que procurem as travessas minúsculas para estacionar. Hoje (ontem) já foi visível que o trânsito nesses locais aumentou", completa ele, que acredita que a Nova Independência será uma "Santo Amaro", em referência à avenida degradada pelo trânsito local.É fato também que a presença em massa dos agentes de trânsito ontem fez com que infrações recorrentes cometidas pelos moradores da Rua Quintana - como parar em frente de casa com guias rebaixadas - fossem evitadas. Mas os moradores garantem que, durante os meses anteriores, que seriam para a discussão sobre as mudanças, a CET foi ausente. " Entendemos por que eles não comparecem nas reuniões comunitárias há três meses", ironiza Cibele. A CET informou, que na quinta-feira, já colocou faixas informativas no bairro sobre as mudanças. Afirmou ainda que "manteve e mantém contato constante com moradores por cartas, e-mail e telefone".

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