Moradores se queixam de que Ecovias os isolou

Os moradores da Cota 200, localizada no Km 50da Via Anchieta, estão revoltados com o que chamam de ?falta de diálogo da Ecovias?,para tentar resolver o problema de acesso ao bairro, quando da implantação daoperação 4 por 3.Eles se sentem isolados, na medida em que são obrigados a transitar pela estrada de serviço, tornando inclusive impossível a remoção de pacientes em ambulâncias, em ocasiões de emergência.De acordo com Francisco leite da Silva, líder comunitário, conhecido como ?Bigode?, odiretor de operações da Ecovias, Hamilton Amadeu, foi convidado para uma reunião na Cota, nesta sexta-feira, para tratar de assuntos ligados à operação 7 por 3, que vai entrar em vigor a partir da inauguração da segunda pista da Imigrantes, e ainda tratar daquestão dos ambulantes, atualmente proibidos de vender seus produtos na pista.Como o diretor da Ecovias não apareceu no hiorário marcado, um grupo de moradores decidiubloquear a estrada por 10 minutos, por volta das 20 horas, e depois o movimento continuou até depois da meia-noite.Os moradores garantem que se não forem ouvidos em suas reivindicações até a data da inauguração da segunda pista da Imigrantes, vão fazer outra manifestação, desta vez subindo a rodovia a pé, a fim de falar com o governador Geraldo Alckmin.Eles acreditam que ele não está a par da omissão da Ecovias. O líder comunitário Francisco Leita da Silva e os moradores tinham a esperança deque, com a segunda pista, as pessoas deixassem de ficar ilhadas no bairro. ?Muito pelo contrário, a situação vai piorar porque já divulgaram que, com a operação 7 por 3, não será mais permitido o acesso à estrada de serviço pela balança da Imigrantes, e sim pelo TA-14, túnel que fica mais distante da Cota.?Segundo o ex-vereador João Ivaniel, que foi convidado para o encontro com o diretorda Ecovias, nesta sexta-feira, ?os moradores da Cota querem pelo menos uma pista da Anchieta livre, e que seja tirado o número três das operações de subida e descida da serra, porque ele só acarreta ilhamento?.Um ponto de vista compartilhado por Wilson Santos Rodrigues, morador do bairro há 46 anos. Ele sentesaudades do tempo em que a rodovia era administrada pela Dersa, quando, segundo disse, tudo funcionava normalmente. ?Foi só a Ecovias chegar e tomou conta da baixada?, lamentou.?Queremos as pistas livres para acabar com esse ilhamento?, enfatizou JorgeRodrigues da Silva, neste sábado pela manhã. Ele também quer trabalhar na pista, vendendoágua para os turistas. ?Foram fechadas todas as minas situadas à beira da estrada.?De acordo com João Ivaniel, no confronto desta sexta-feira foi chamado o pelotão dechoque ?sem necessidade, uma vez que os moradores iam dialogar com a Ecovias?. Segundo disse, Hamilton Amadeu estava no km 55 e mandou chamar o líder comunitário. ?Lá ele nos chamou de moleques e canalhas, dizendo que a partir de segunda-feira iria colocar a polícia 24 horas nas Cotas, para prender traficantes.?Como conseqüência, Ivaniel foi até o 1º DP para elaborar B.O. de ameaça e injúria. ?Temosseis meses para fazer a representação, porque ainda acredito no diálogo.?

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