Morre adolescente atingido por explosão em trem da CPTM

Morreu no início da madrugada desta quarta-feira, 27, em São Paulo, o adolescente W.C.S., de 16 anos, atingido segunda-feira por uma explosão num vagão da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Ao tentar abrir um embrulho, o petardo explodiu e o rapaz ficou com 70% do corpo com queimaduras.De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde, o adolescente, que estava internado no Hospital Geral de Itapevi, deu entrada na terça-feira, 26, por volta das 21 horas, no setor de queimados do Hospital do Servidor Público Estadual, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo. No entanto, em razão das seqüelas provocadas pelas queimaduras, de segundo e terceiro graus, ele teve falência múltipla dos órgãos e, por volta da 0h30, acabou falecendo. A explosão ocorreu no último vagão do trem UB03 na Estação Engenheiro Cardoso da Linha B (Júlio Prestes-Itapevi) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Uma equipe do Instituto de Criminalística (IC) realizou a perícia no vagão UI-50/52, na terça-feira. Os técnicos vão elaborar um laudo elétrico (defeito mecânico) e químico (agente externo, como uma bomba).No prazo de 20 dias, o IC deve divulgar o laudo técnico sobre as causas. Bomba no Metrô e investigações Na manhã de sábado, 23, uma bomba explodiu dentro do metrô da linha 2-Verde (Imigrantes-Vila Madalena). Ela estava sob um banco no primeiro vagão do carro que saiu da Estação Ana Rosa em direção a Chácara Klabin. Janelas foram estouradas, o banco saiu do lugar, um buraco aberto no chão e a porta dilatada, mas ninguém se feriu. Às 8h50, não havia passageiros no vagão. Em todo o trem, 30 pessoas faziam a viagem. Pelo menos três delas ficaram intoxicadas com a fumaça e tiveram de ser atendidas no pronto-socorro Ipiranga. A explosão aconteceu a cerca de 200 metros do ponto de partida do trem. Com o barulho, a fumaça e a freada brusca, o pânico foi generalizado. As duas explosões em vagões paulistas no feriado prolongado de Natal deram prejuízo de US$ 3 milhões (cerca de R$ 6,4 milhões) para o Estado. De acordo com a polícia, está descartada ligação com o crime organizado e já se trabalha com a hipótese de vandalismo.

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