Thiago Gadelha / Diario do Nordeste
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Morre cobrador que teve 90% do corpo queimado em ataque a ônibus em Fortaleza

Deficiente físico, José Nunes de Sousa, de 56 anos, não conseguiu deixar um dos 23 veículos atacados em abril por facções no Ceará

Carmen Pompeu, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2017 | 15h05

FORTALEZA - Morreu na manhã desta segunda-feira, 8, o cobrador de ônibus José Nunes de Sousa, de 56 anos. No dia 20 de abril, ele teve 90% do corpo queimado durante uma onda de ataques a ônibus em Fortaleza, no bairro do Canindezinho. Deficiente físico, o homem não conseguiu sair do coletivo e acabou sofrendo queimaduras de terceiro grau. Desde o dia do incidente, ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Instituto Dr. José Frota (IJF), também em Fortaleza.

De acordo com a assessoria do hospital, devido à gravidade das queimaduras, o paciente estava sedado e inconsciente no momento da morte. A esposa do cobrador pediu para que a direção não fornecesse mais informações. O corpo seguiu para a Perícia Forense.

Também vítima da onda de ataques, o motorista de ônibus João Bosco Júnior, segue internado no IJF. Apesar de não correr risco de morte, seu estado de saúde é considerado delicado. O homem foi atingido por queimaduras de segundo grau e teve 18% do corpo afetados. Ele ficou preso a um cinto de segurança, demorando para deixar o veículo em chamas.

As ações coordenadas foram uma retaliação de facções criminosas que agem nos presídios contra a transferência de detentos. Os ataques duraram dois dias e atingiram 23 ônibus do transporte público, além de carros de órgãos de empresas distribuidoras de água e energia.

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