Morre filho de testemunha do caso Chang

O filho de uma testemunha da morte do comerciante chinês Cham Kim Chang morreu afogado ontem na piscina da casa em que vivia, em Brasília, sob regime de proteção policial. A morte do menino Adelmar Neuva Souza, de 5 anos, foi constatada no Hospital de Base. Ele foi levado ao hospital pela sua mãe e dois agentes da polícia, no fim da tarde de anteontem.A mulher da testemunha e seus dois filhos estavam havia um mês sob a proteção da Polícia Federal, em Brasília. De acordo com a PF, apenas a mãe e o garoto estavam na casa no momento do acidente. A proteção policial estava restrita à área externa.As circunstâncias da morte serão agora apuradas em um inquérito, aberto pela Polícia Federal. O diretor-geral interino da PF, Zulmar Pimentel, avalia que a morte foi um acidente. "Uma fatalidade que pode ocorrer em uma casa com crianças", disse. Embora as informações ainda sejam poucas, Pimentel espera que o inquérito seja concluído o mais rapidamente possível. O corpo de Adelmar foi enterrado no fim da tarde, no cemitério Campo da Esperança, em Brasília. O comerciante Chang morreu uma semana depois de ter sido espancado na sala de triagem do presídio Ary Franco, em setembro. Ele havia sido preso por policiais federais, quando tentava embarcar para os Estados Unidos com US$ 30 mil não declarados à Polícia Federal. O caso levou à prisão do diretor do presídio, major da Polícia Militar Luiz Gustavo Matias da Silva. Outras dez prisões foram determinadas pela Justiça.

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