Morre Helena Greco, ícone da luta por anistia

Foi uma das principais ativistas por direitos humanos

, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2011 | 00h00

HELENA GRECO 1916 - 2011

Morreu ontem, em Belo Horizonte, Helena Greco, de 95 anos, um dos ícones da luta pelos direitos humanos no País. Dona Helena Greco, como ficou conhecida por sua militância contra a ditadura, foi a primeira vereadora da capital mineira, eleita em 1982, e uma das fundadoras do PT. A causa da morte não foi divulgada, mas amigos da família disseram que ela estava com pneumonia.

Helena chamou atenção pela primeira vez quando, aos 61 anos, num congresso da União Nacional de Estudantes (UNE), em Belo Horizonte, tomou o microfone para condenar a repressão militar. Era 1977, ano em que ajudou a fundar o Movimento Feminino pela Anistia-MG. Também criou, em 1978, o Comitê Brasileiro de Anistia-MG. Em pouco tempo, a mulher que deixou a casa em frente do 12.º Batalhão de Infantaria para engrossar o protesto no Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da UFMG se tornaria, ao lado de Terezinha Zerbini, em São Paulo, uma das principais damas da luta pela anistia.

Frei Betto, companheiro de militância, lamentou a morte de Helena. "Foi uma pessoa que ajudou a reconstruir e a consolidar a democracia no País. Ela não tinha medo de nada." Nota do diretório mineiro do PT destacou: "Helena é um exemplo de vida e de luta nacional e internacionalmente".

Nascida em Abaeté (MG), Helena era formada em Farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), profissão que nunca exerceu. Deixa três filhos, entre eles a historiadora Heloísa Greco. O enterro será as 11 horas de hoje, no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte. / ALINE RESKALLA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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