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Morre jovem atingida por bala perdida em ônibus no Rio

Principal linha de investigação trabalha com a ideia de que o tiro partiu de uma favela da região

Marcelo Gomes,

24 Dezembro 2012 | 11h41

RIO - Morreu na manhã desta segunda-feira a representante comercial Flávia da Costa Silva, de 26 anos, atingida na cabeça, na última sexta-feira, 21, por uma bala perdida dentro de um ônibus na zona norte do Rio de Janeiro. A jovem estava internada em estado gravíssimo no Hospital Federal do Andaraí, também na zona norte, e teve a morte cerebral decretada na noite de sexta-feira, após passar por uma cirurgia.

Flávia estava em um ônibus da linha 232 (Praça 15-Lins), que passava pela Rua Araújo Leitão, no bairro de Lins de Vasconcelos, quando foi baleada na cabeça. A jovem, que havia acabado de se formar em Química na Unigranrio, seguia para o trabalho, no centro, onde era representante comercial de uma empresa de produtos químicos. Ela foi a única passageira do ônibus a ser atingida.

"Poucos dias antes ela havia me dito que ia me dar um presente: a colação de grau estava marcada para o dia 21 de janeiro. Minha filha era linda, cheia de vida. Tinha acabado de se formar, conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada e estava próxima de ficar noiva. Estava cheia de planos, normal para uma moça da idade dela. Nosso Natal acabou. Agora vou me empenhar para que a morte dela não caia no esquecimento. Quero justiça", desabafou o pai de Flávia, o projetista naval Luiz Gustavo da Silva, de 55 anos.

A Rua Araújo Leitão é paralela à estrada Grajaú-Jacarepaguá, uma das principais vias de ligação entre as zonas norte e oeste da cidade. O trecho da via expressa voltado para a zona norte (Grajaú) é cercado por várias favelas. Já o trecho voltado para a zona oeste (Jacarepaguá) é de mata atlântica.

O caso está sendo investigado pela 25ª Delegacia de Polícia (Rocha). A principal linha de investigação é que o tiro que vitimou Flávia tenha sido disparado de uma das comunidades.

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