Morre mais uma vítima da explosão na PF de Manaus

Grupo de 7 peritos vai investigar o que provocou o incidente

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo,

28 Fevereiro 2009 | 14h30

A Polícia Federal e a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais em Brasília anunciaram neste sábado a morte de mais um perito criminal federal - vítima da explosão ocorrida na sexta-feira, 28, no Serviço Técnico Científico da PF em Manaus. Max Augusto Neves Nunes estava em coma na UTI de um hospital de Manaus e não resistiu às queimaduras pelo corpo. É a segunda vítima fatal do incidente de causas ainda desconhecidas.   O perito criminal federal Antonio Carlos Oliveira morreu ontem. Outros dois peritos permanecem hospitalizados, um deles em estado grave.  Outros dois peritos ficaram feridos e foram encaminhados em estado grave para o Pronto-Socorro 28 de Agosto, também na capital amazonense.   O local da explosão está isolado. A PF aguarda a chegada agora à tarde de um grupo de 7 peritos que embarcaram em Brasília com a missão de investigar o que provocou o incidente. Os peritos que seguem para Manaus tem especialização em explosivos.   A explosão, que não foi seguida de incêndio, aconteceu "por volta das 17h30 (horário local), durante a realização de perícia técnica em equipamentos apreendidos em uma operação", segundo a PF. De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Dias, os policiais federais estavam trabalhando sozinhos no momento da explosão. O laboratório é normalmente utilizado para análises de drogas e outros materiais apreendidos. Toda a estrutura ficou comprometida, segundo o comandante, e a área precisou ser completamente isolada. Ainda não se sabe que tipo de material os policiais estavam manipulando, mas na área existiam substâncias químicas diversas, algumas inflamáveis. PRESOS A carceragem da PF, que fica embaixo do laboratório, abrigava sete presos no momento da explosão. Cerca de duas horas depois do incidente, eles foram transferidos em um micro-ônibus para o Instituto Penal Antônio Trindade. O impacto da explosão afundou o teto do laboratório, mas agentes que estavam no local afirmaram que nenhuma outra parte do prédio da superintendência foi atingida. var keywords = ""; (Com informações de Liège Albuquerque)

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