Morre motorista que teve 90% do corpo queimado em ataque

O motorista Manoel Francisco da Silva, de 44 anos, que teve 90% do corpo queimado quando o ônibus que dirigia foi incendiado, em Nova Odessa, na segunda onda de ataques a São Paulo, morreu na noite deste domingo, 13. Silva ficou preso ao cinto de segurança e estava internado em Limeira há um mês. A polícia prendeu, na sexta-feira, 11, dois homens apontados como autores da ação. O incêndio foi provocado por quatro rapazes às 21 horas de 13 de julho. Silva tinha acabo de deixar o último passageiro quando o pára-brisa se estilhaçou e um coquetel molotov foi atirado para dentro do coletivo. As labaredas se propagaram rapidamente enquanto o motorista tentava soltar o cinto de segurança. Com o corpo em chamas, ele saiu correndo do ônibus e foi socorrido por populares. O ônibus da empresa Auto Viação Ouro Verde rodou desgovernado por cerca de 300 metros, batendo em um poste de energia elétrica.Na época do crime, o médico coordenador da Unidade de Queimadura da Santa Casa de Limeira, Flávio Novais, disse que o estado do paciente era complexo. "Paciente com esse perfil, com uma área extensa para preservar, é bastante crítico e com risco considerável", falou. Silva havia acabado de estacionar o veículo no ponto final da rua Maximiliano Dalmédio por volta das 21 horas. Quando o único passageiro desembarcou chegaram quatro rapazes quebrando o pára-brisa do veículo. A seguir, jogaram um coquetel molotov que espalhou o fogo rapidamente.

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