Morre, no Rio, o sambista Xangô da Mangueira

Causa da morte não foi divulgada; sepultamento acontecerá nesta quinta às 16 horas

Fabio M. Michel, do estadao.com.br,

08 de janeiro de 2009 | 01h54

Morreu na noite desta quarta-feira, aos 86 anos, Olivério Ferreira, que fez história no mundo do samba como Xangô da Mangueira. A escola não deu informações sobre a causa da morte. A presidente da Mangueira, Eli Gonçalves, e a diretoria da agremiação apenas divulgaram nota em que lamentam o falecimento de Olivério. O sepultamento será na quinta-feira às 16h, no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona norte do Rio de Janeiro. Olivério Ferreira nasceu em janeiro de 1923. Depois de uma rápida passagem pela escola de samba União de Rocha Miranda, já com o apelido de Xangô, ele começou a despontar como sambista e compositor na Portela. Ali, tornou-se discípulo de Paulo da Portela, um dos fundadores da escola de Madureira. Depois da saída de Paulo da Portela, no início da década de 1940, Xangô foi para a Mangueira, onde se consagrou e permaneceu pelo resto da vida. Na Verde-e-Rosa, atuou como diretor de harmonia e integrante da ala dos compositores. Até 1951, foi o puxador oficial dos sambas-enredo da escola, passando depois o posto a Jamelão. Sua obra musical reúne cerca de 150 composições, muitas gravadas por ele mesmo e outras em coletâneas e tributos a outros artistas.

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