Otávio Magalhães/AE
Otávio Magalhães/AE

Morre o antropólogo Gilberto Velho

Cientista social faleceu na madrugada de sábado, no Rio de Janeiro, vítima de um AVC

O Estado de S. Paulo,

14 Abril 2012 | 23h24

Um dos cientistas sociais mais reconhecidos do País, o antropólogo Gilberto Velho, 66 anos, morreu na madrugada de sábado, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), enquanto dormia em seu apartamento em Ipanema, na zona sul do Rio. Ele já vinha apresentando outros problemas de saúde, como cardiopatia. O corpo do antropólogo será velado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, onde será enterrado às 15h do domingo. Divorciado, ele não deixou filhos.

Considerado um inovador no estudo da Antropologia, principalmente por trazer questões urbanas para a disciplina, Velho escreveu e organizou 16 livros e publicou mais de 160 artigos em edições especializadas no Brasil e no exterior. Entre suas obras mais importantes, estão A Utopia Urbana: um estudo de antropologia social (1973), Projeto e Metamorfose: antropologia das sociedades complexas (1994) e Mudança, Crise e Violência: política e cultura no Brasil contemporâneo (2002).

Ele era decano do Departamento de Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1999 e se tornou, no ano seguinte, o primeiro antropólogo a se tornar membro da Academia Brasileira de Ciências. Graduado em Ciências Sociais pela UFRJ em 1968, Velho obteve o título de doutor na Universidade de São Paulo (USP) em 1975. Ele ainda cursou especialização em Antropologia Urbana e Sociedades Complexas no Departamento de Antropologia da Universidade do Texas.

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