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Morre o jornalista Luiz Carlos Monteiro de Oliveira

Lucas, como era chamado, começou no Estadão como revisor e depois editor-assistente, em 1984, e teve, por mais de duas décadas, um papel marcante como subeditor da editoria de Política

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2021 | 15h26

Luiz Carlos Monteiro de Oliveira, que os amigos chamavam de Lucas, começou no Estadão como revisor e depois editor-assistente, em 1984, e teve, por mais de duas décadas, um papel marcante como subeditor da editoria de Política. Competente, aplicado, com uma ótima memória – que levou alguns a chamá-lo de "enciclopédia ambulante" – ele se destacava, ainda, pela discrição e pela solidariedade. Na quinta-feira, 11, a notícia de sua morte surpreendeu os muitos amigos, que deixaram à família lembranças e elogios nas redes sociais. 

Internado há tempos com um câncer raro, ele acabou contraindo covid-19 e, aos 68 anos, não resistiu. Deixa, entre suas muitas paixões, a mulher, Grace Jane, os três filhos – Lorena, Mônica e Tomás –, os netos, a irmã Silvia e sua querida bateria que, durante tanto tempo, serviu com o relax do trabalho diário.

O apelido nasceu com a digitalização do jornal: Lucas era seu login de acesso ao sistema e se tornou seu nome na casa. Mais do que experiente, ele era um profissional competente, aplicado e rápido. Insistia em editar os textos até que ficassem a seu gosto, claros e equilibrados. A discrição era seu modo de ser, raras vezes substituído por risos e brincadeiras nos dias em que o seu Corinthians brilhava. 

"Ele tinha uma enorme capacidade de, ao reescrever um texto, torná-lo meridianamente claro", recorda o jornalista Claudio Augusto. Ex-editor de Política no jornal, hoje coordenador de comunicação no Ministério Público, Claudio teve Lucas como seu assistente. “Dominava como poucos a língua portuguesa e estava sempre à disposição para esclarecer as dúvidas dos colegas. Era, de fato, um dicionário ambulante”, acrescenta.

Ao lado de Grace e dos filhos, Lucas construiu um paraíso particular, uma casa em Vinhedo, onde o sossego só era quebrado por reuniões animadas com os amigos e a família e seus ensaios de bateria. “Como profissional, sua marca era o espírito de equipe. Como pessoa, a doçura”, resume seu ex-chefe Claudio Augusto.

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